Gosto muito de história.
Ela me permite entender como chegamos, enquanto civilização, até aqui.
Lendo sobre a biografia de Albert Einstein no livro Einstein: His Life and Universe, de Walter Isaacson (2007), me deparei novamente com algo que chama atenção:
Einstein levou nove anos para conseguir um espaço na academia.
Antes de ser reconhecido como um dos maiores físicos da história, precisou trabalhar em um escritório suíço de patentes.
Se ele teve que provar quem era em um mundo adverso como o que viveu… imagine eu, você e os jovens que temos hoje no planeta.
Isso talvez diga muito também sobre o mundo atual.
Vivemos uma época em que muitos desejam reconhecimento antes mesmo da construção.
Querem resultados rápidos sem compreender que toda trajetória consistente exige base, preparo, experiência e humildade para aprender.
A sensação que tenho é que muitos ainda não perceberam que o mundo não começou agora.
Nenhum grande profissional surgiu pronto.
E nenhum construiu algo sozinho.
Toda carreira sólida foi construída em etapas silenciosas — e também na presença de pessoas que, de alguma forma, favoreceram caminhos… ou “sacanearam” mesmo. Sim, isso acontece. E não encontrei palavra mais honesta para descrever isso.
Mas até isso ensina.
Observando.
Errando.
Desenvolvendo repertório.
Aprendendo a lidar com pessoas, responsabilidades, frustrações e desafios do mundo real.
Ao escrever isso, lembrei da minha primeira empresa que construí aos 16 anos junto com uma amiga. Éramos animadoras de festas.
E aquilo parecia muito adequado para nós, porque gostávamos de gente, tínhamos facilidade nas interações e percebíamos que o mercado ainda não tinha nada parecido na região onde morávamos — Londrina e Cambé, no interior do Paraná.
Talvez uma das grandes dificuldades da atualidade seja exatamente esta:
a perda da disposição para começar pequeno.
Aprender um ofício.
Ouvir mais.
Desenvolver disciplina.
Entender como o mercado funciona.
Aceitar processos.
O mundo contemporâneo exige criatividade e inovação, sim.
Mas continua valorizando pessoas comprometidas primeiro consigo mesmas, preparadas emocionalmente e dispostas a evoluir constantemente.
Trabalhar nunca foi apenas sobre ganhar dinheiro.
Embora isso também precise ser discutido, porque muitos jovens ainda não se deram conta do quanto custam.
Sim…
Abrigo.
Vestimenta.
Diversão.
Smartphones.
Computadores.
Internet.
Viagens — inclusive as pequenas, entre bairros.
Tudo isso exige alguém produzindo, sustentando, organizando e responsabilizando-se.
Trabalhar também é desenvolver consciência, autonomia, responsabilidade e contribuição.
E talvez uma das maiores inteligências da vida seja compreender que humildade não diminui ninguém.
Ela prepara.
Uma das organizações em que estou inserida é a Ascaddan, uma organização social que possui um projeto do qual me orgulho profundamente: o programa Eu Trabalho no Brasil.
Uma iniciativa destinada a jovens, educadores e famílias, com o propósito de ajudar as novas gerações a compreenderem o mercado que temos hoje no Brasil e no mundo — e, principalmente, como podem atuar nele com consciência, preparo, protagonismo e responsabilidade.
Acredito profundamente que muitos jovens não precisam apenas de oportunidades.
Precisam de referências, escuta, direcionamento e convivência com histórias reais.
Porque, muitas vezes, uma conversa pode mudar um destino.
Caso você sinta o desejo de fazer parte dessa iniciativa, entre em contato conosco.
Você pode contribuir como:
• doador de tempo
• investidor social
• parceiro
• abridor de portas
• ou simplesmente compartilhando sua trajetória de vida.
Sua história pode ser exatamente a fala, o exemplo ou o incentivo que faltava para transformar a vida de muitos jovens brasileiros.





